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Quanto cobrar por uma peça cortada na CNC

Quanto cobrar por uma peça cortada na CNC

Veja como montar o preço de uma peça cortada na CNC somando material, tempo de máquina, desenho, desgaste, acabamento e margem, com um exemplo de conta.

Equipe Factory5 min de leituraFeito com ajuda de IA

Nesta página · 10 seções
  1. As parcelas do preço
  2. Material: a chapa que a peça ocupou
  3. Tempo de máquina: a conta do percurso
  4. Desenho e preparação: quem traz o quê
  5. Desgaste da fresa
  6. Um exemplo completo
  7. Perguntas frequentes
  8. Para continuar lendo
  9. Medir o percurso antes de orçar
  10. Fontes

Para cobrar por uma peça cortada na CNC, some o que ela custou de fato: a parte da chapa que ela ocupou (com a perda), o tempo que a máquina ficou cortando, o tempo de desenho e preparação, o desgaste da fresa, o acabamento e a embalagem. Sobre esse total, aplique a sua margem. A conta fica confiável quando cada parcela sai de um número medido, e não de um palpite sobre o preço que o cliente aceita pagar.

As parcelas do preço

Cada parcela responde a uma pergunta diferente. Se uma delas ficar de fora, o preço fica abaixo do custo sem você perceber.

ParcelaO que entra
MaterialA área da chapa que a peça ocupou, mais a perda de corte e de borda
Tempo de máquinaO tempo de corte, os movimentos rápidos, as descidas e as trocas de fresa
Desenho e preparaçãoO tempo de desenhar ou de conferir e preparar o arquivo
Desgaste da fresaO custo da fresa gasta naquele trabalho
AcabamentoLixar, tirar fixadores, pintar, colar
EmbalagemProteção e caixa, se houver
MargemO que sobra para o negócio pagar aluguel, energia, equipe e lucro

O preço final é a soma dessas parcelas com a margem aplicada sobre elas. A margem muda de oficina para oficina, então ela não aparece aqui com número: fica com você.

Material: a chapa que a peça ocupou

Não cobre só a área exata da peça. O que conta é quanto da chapa ela ocupou, incluindo a perda do corte e a faixa de borda que não serve. Encaixar mais peças na mesma chapa reduz essa perda e diminui o custo de cada uma. Antes de cortar, use o CAM para organizar as peças e ver quanto da chapa sobra.

Tempo de máquina: a conta do percurso

O tempo de máquina sai do comprimento do percurso dividido pelo avanço, que é a velocidade em que a fresa avança no corte (dá para entender melhor em avanço e rotação da fresa). Some a isso os movimentos rápidos, as descidas e as trocas de fresa, porque eles também consomem tempo.

Como exemplo de conta, um percurso de 9.000 mm a 1.800 mm/min dá 5 minutos de corte. É esse o número que entra na conta. Se a peça tem mais de uma fresa ou passa por muitas trocas, some o tempo de cada uma.

Depois, multiplique o tempo de corte pelo valor da hora de máquina (a fração de hora correspondente aos minutos). Ele inclui energia, manutenção, aluguel do espaço e a parcela do investimento na máquina. Calcule esse valor uma vez por mês com os seus números e use o mesmo em todos os orçamentos.

ItemValor de exemplo
Percurso9.000 mm
Avanço1.800 mm/min
Tempo de corte5 min
Valor da hora de máquinao seu número

Desenho e preparação: quem traz o quê

Quando o cliente traz só a ideia, o desenho costuma ser cobrado à parte, porque você precisa criar a peça do zero. Quando ele traz o arquivo pronto, o trabalho é conferir e preparar: checar cotas, fechar contornos e gerar o percurso. São tempos diferentes e merecem preços diferentes.

Peças repetidas em quantidade dividem a preparação por todas. Um desenho que levou meia hora custa menos por unidade quando são dez peças do que quando é uma.

Desgaste da fresa

A fresa perde fio a cada corte. Anote quanto ela custa e quantas horas ou metros de corte ela aguenta. Divida o custo pelo que ela cortou e some ao orçamento a parte que cabe a esse trabalho. Sem essa parcela, a fresa vai sendo paga pelo caixa do mês, e não pelo cliente que a gastou.

Um exemplo completo

Imagine uma peça que ocupa uma parte da chapa, leva 5 minutos de corte, precisa de meia hora de preparação e de lixamento. Some material, tempo de máquina, preparação, desgaste, acabamento e embalagem. Aplique a margem sobre o total. O resultado é o preço da peça. Se a peça for repetida em dez unidades, divida a preparação por dez antes de somar.

O ponto importante não é o número final, e sim a conta por trás dele. Quando o cliente pedir desconto, você sabe exatamente qual parcela pode ser revista (por exemplo, a margem ou o acabamento) e qual não pode (o custo real da máquina e do material).

Perguntas frequentes

Posso cobrar só pela área da peça?

Pode, mas a área sozinha esconde a perda de chapa, o tempo de máquina e a preparação. Duas peças de mesma área podem ter custos bem diferentes se uma tem muitos detalhes e a outra é um retângulo.

Como sei o tempo real de corte antes de cortar?

Use o percurso gerado no CAM e confira o total de linhas e a duração do código G no Controller. A conta com o avanço é uma estimativa, mas é repetível e melhora com o uso; o Controller mostra a duração do código, não calcula o avanço sozinho.

Vale cobrar desenho à parte mesmo para cliente antigo?

Vale manter a regra e aplicá-la de forma igual. Quando o cliente traz o arquivo pronto, o desenho deixa de ser cobrado, e isso fica claro no orçamento.

Para continuar lendo

Medir o percurso antes de orçar

O CAM do Factory calcula os percursos da peça, e o Controller mostra o total de linhas e a duração do código G. Com esse tempo em mãos, a parcela de máquina do orçamento deixa de depender de chute. O Factory não cobra nada e não tem plano: é CAD, CAM e controle de CNC no navegador, em português, sem conta e sem instalar nada. Abrir o CAD.

Fontes

Os valores de exemplo servem para mostrar a conta; use os números da sua oficina, da sua máquina e da sua fresa.

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Quem escreveu

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Quem faz o Factory: CAD, CAM e controle de CNC no navegador, em português.

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